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quarta-feira, 10 de julho de 2013

os Eus e o Tempo


Nunca tive facilidade em medir e mediar os meus eus em tempos diversos.  Entender a uniformidade individual separada por um lapso temporal nunca foi algo assimilado pela minha consciência. Talvez por não se tratarem do mesmo ser. Não são indivíduos independentes, mas interdependentes.

Poderiam, seres tão dissemelhantes e peculiares serem o mesmo? Ainda que seja incontestável o fato de serem oriundos da soma de memórias uns dos outros?

 Nem lembranças, pensamentos ou mesmo ideias escapam dessa disparidade. Antigas memórias perdem o foco, novos pensamentos tomam lugar dos antigos e até mesmo, ideologias  se reformulam. Definitivamente, não se trata do mesmo ser.

Apesar de todas essas dúvidas e questionamentos, chamar de Eu aquela garotinha de oito anos, me é mais razoável do que estranho. Mas o razoável, proveniente de elucidações científicas e filosóficas, nem sempre nos remate a conclusões aceitáveis ou digeríveis.

Minha capacidade de amar seres diferentes daqueles que me são refletidos no espelho coloca todos esses argumentos em contradição. Surge uma forma diferenciada de auto-amor, em que o ser estimado e amado não é somente o refletido no momento em que a luz penetra no espelho, mas aqueles que nunca mais nele poderão ser observados.

Curiosamente, adorar os antigos eus é incrivelmente mais fácil do que amar aquela que representa a minha identidade no agora.

Todos esses, são fatores determinantes pra que o “tempo” continue no rol de mistérios distante de soluções lógicas ou ilógicas. Uma equação de resultado indefinido nas dimensões conhecidas.

O que eu sei é que não quero viver aspirando ser o que era, e não suporto a ideia de me tornar alguém que não ama ter sido quem foi. 

sábado, 25 de junho de 2011

Sinto que é como sonhar

"Ficou claro que o que enxergo não faz parte da vasta participação que meu mundo tinha quando eu abria - fechava - os olhos. A vertigem e o medo de cair tem quase me tomado o fôlego por completo. A altitude e o medo de novos horizontes tem me impossibilitado de sentir o vento e abrir meus braços. Cheguei no meu limite. Procurei algo alcançável para me segurar, porém me ligar ao que restou do passado hoje não me fez diferença positiva alguma. Pelo contrário, me ligar ao que restou foi tão brutalmente errado que tão pouco deixou para mais um de meus futuros conflitos. Amadureça. Amadureci? Se isso significa que não vou mais poder crer no que era pra mim palpável e admirável, prefiro continuar imatura. No final das contas eu ainda acredito que alguém ainda virá me resgatar. Mesmo que esse alguém seja eu mesma. As perspectivas são boas. Estou cansada dessa vida séria. Vou me soltar, fechar os olhos e não me importar, posso?" Mariana Magre



terça-feira, 31 de maio de 2011

Lou Salomé

" Ouse, ouse... ouse tudo!! Não tenha necessidade de nada! Não tente adequar sua vida a modelos, nem queira você mesmo ser um modelo para ninguém. Acredite: a vida lhe dará poucos presentes. Se você quer uma vida, aprenda... a roubá-la! Ouse, ouse tudo! Seja na vida o que você é, aconteça o que acontecer. Não defenda nenhum princípio, mas algo de bem mais maravilhoso: algo que está em nós e que queima como o fogo da vida!!"

 "Pois, sobretudo, resulta no indivíduo uma espécie de interação ébria e exuberante das mais altas energias criadoras do seu corpo e a exaltação mais alta da alma. Enquanto nossa consciência se interessa vagamente, habitualmente, por nossa vida psíquica, como por um mundo que conhecemos mal e que controlamos ainda pior, que ao que parece forma um com ela, mas com o qual normalmente ela se entende mal - eis que se produz subitamente entre eles uma tal comunhão de enervação que todos os seus desejos, todas as suas aspirações se inflamam ao mesmo tempo."
 

"Assim, para quem ama, o amor, por muito tempo e pela vida afora, é solidão, isolamento, cada vez mais intenso e profundo. O amor, antes de tudo, não é o que se chama entregar-se, confundir-se, unir-se a outra pessoa. (...) O amor é uma ocasião sublime para o indivíduo amadurecer, tornar-se algo por si mesmo, tornar-se um mundo para si, por causa de um outro ser: é uma grande e ilimitada exigência que se lhe faz, uma escolha e um chamado para longe."
 

"só aquele que permanece inteiramente ele próprio pode, com o tempo, permanecer objeto do amor, porque só ele é capaz de simbolizar para o outro a vida, ser sentido como tal. Assim, nada há de mais inepto em amor do que se adaptar um ao outro, de se polir um contra o outro, e todo esse sistema interminável de concessões mútuas... e, quanto mais os seres chegam ao extremo do refinamento, tanto mais é funesto de se enxertar um sobre o outro, em nome do amor, de se transformar um em parasita do outro, quando cada um deles deve se enraizar robustamente em um solo particular, a fim de se tornar todo um mundo para o outro."

— Lou-Salomé

domingo, 11 de abril de 2010

Sexo na cabeça

Por Luis Fernando Veríssimo

Lembro-me como se fosse há oito bilhões de anos. Eu era uma célula recém-chegada do fundo do miasma e ainda deslumbrado com a vida agitada da superfície, e você era de lá, um ser superficial, vivida, viciada em amônia, linda, linda. Nós dois queríamos e não sabíamos o quê. Namoramos um milhão de anos sem saber o que fazer, aquela ânsia. Deve haver mais do que isto, amar não deve ser só roçar as membranas. Você dizia "Eu deixo, eu deixo", e eu dizia"O quê? O quê?", até que um dia. Um dia minhas enzimas tocaram as suas e você gemeu, meu amor, "Assim, assim!". E você sugou meu aminoácido, meu amor. Assim, assim. E de repente éramos uma só célula. Dois núcleos numa só membrana até que a morte nos separasse. Tínhamos inventado o sexo e vimos que era bom. E de repente todos à nossa volta estavam nos imitando, nunca uma coisa pegou tanto. Crescemos, multiplicamo-nos e o mar borbulhava. O desejo era fogo e lava e o nosso amor transbordava. Aquela ânsia. Mais, mais, assim, assim. Você não se contentava em ser célula. Uma zona erógena era pouco. Queria fazer tudo, tudo. Virou ameba. Depois peixe e depois réptil, meu amor, e eu atrás. Crocodilo, elefante,borboleta, centopéia, sapo e de repente, diante dos meus olhos, mulher. Assim,assim! Deus é luxúria, Deus é a ânsia. Depois de bilhões de anos Ele acertara a fórmula. "É isso!", gritei. "Não mexe em mais nada!"
— Quem sabe mais um seio?
— Não! Dois está perfeito.
— Quem sabe o sexo na cabeça?
— Não! Longe da cabeça. Quanto mais longe melhor! Linda, linda. Mas algo estava errado. Não foi como antes.
— Foi bom?
— Foi.
— Qual é o problema?
— Não tem problema nenhum.
— Eu sinto que você está diferente.
— Bobagem sua. Só um pouco de dor de cabeça.
— No caldo primordial você não era assim.
— A gente muda, né? Nós não somos mais amebas.
E vimos que era complicado. Nunca reparáramos na nossa nudez e de repente não se falava em outra coisa. Você cobriu seu corpo com folhas e eu construí várias civilizações para esconder o meu. "Eu deixo, eu deixo — mas não aqui." Não agora. Não na frente das crianças. Não numa segunda-feira! Só depois de casar. E o meu presente? Depois você não me respeita mais. Você vai contar para os outros. Eu não sou dessas. Só se você usar um quepe da Gestapo. Você não me quer, você quer é reafirmar sua necessidade neurótica de dominação machista, e ainda por cima usando as minhas ligas pretas. O quê?Não faz nem três anos que mamãe morreu! Está bem, mas sem o chicote. Eu disse que não queria o sexo na cabeça, Senhor!
— Nós somos como frutas, minha flor.
— Vem com essa...
— A fruta, entende? Não é o objetivo da árvore. Uma laranjeira não é uma árvore que dá laranjas. Uma laranjeira é uma árvore que só existe para produzir outras árvores iguais a ela. Ela é apenas um veículo da sua própria semente, como nós somos a embalagem da vida. Entende? A fruta é um estratagema da árvore para proteger a semente. A fruta é uma etapa, não é o fim. Eu te amo, eu te amo. A própria fruta, se soubesse a importância que nós lhe damos, enrubesceria como uma maçã na sua modéstia. Deixa eu só desengatar o sutiã. A fruta não é nada. O importante é a semente. E a ânsia, é o ácido, é o que nos traz de pé neste sofá. Digo, nesta vida. Deixa, deixa. A flor,minha fruta, é um truque da planta para atrair a abelha. A própria planta é um artifício da semente para se recriar. A própria semente é apenas a representação externa daquilo que me trouxe à tona, lembra? A semente da semente, chega pra cá um pouquinho. Linda, linda. Pense em mim como uma laranja. Eu só existo para cumprir o destino da semente da semente da minha semente. Eu estou apenas cumprindo ordens. Você não está me negando. Você está negando os desígnios do Universo. Deixa.
— Está bem. Mas só tem uma coisa.
— O quê?
— Eu não estou tomando pílula.
— Então nada feito.
Mais, mais. Um dia chegaríamos a uma zona erógena além do Sol. Como o pólen, meu amor, no espaço. Roçaríamos nossas membranas de fibra de vidro, capacete a capacete, e nossos tubos de oxigênio se enroscariam e veríamos que era difícil. Eu manipularia a sua bateria seca e você gemeria como um besouro eletrônico. Asssssiiiim. Asssssiiiiim. Um dia estaríamos velhos. Sexo, só na cabeça. As abelhas andariam a pé, nada se recriaria, as frutas secariam. Eu afundaria na memória, de volta às origens do mundo. (O mar tem um deserto no fundo.) Uma casca morta de semente, por nada, por nada. Mas foi bom, não foi?

quarta-feira, 17 de março de 2010

SAMI BORDOKAN

Considerado um dos mais importantes alaudistas do Brasil, SAMI BORDOKAN teve o seu primeiro contato com a música em casa, ouvindo o pai, alaudista e cantor, que, por sua vez, aprendera com o avô, padre da Igreja Greco-Melquita, os segredos do canto bizantino. Aos seis anos de idade, Sami já dedilhava o alaúde e desde então não mais parou.
Incansável em sua busca dos instrumentais clássicos árabes resolveu, na adolescência, seguir para o Líbano a fim de aperfeiçoar seus estudos de alaúde e de canto oriental. Lá, pesquisou as raízes da música clássica árabe, notadamente da Andaluzia muçulmana. Mais tarde, essa pesquisa o levaria para a Síria, Egito e norte da África. Após esse período, decide voltar ao Brasil a fim de difundir a verdadeira arte da música árabe na terra onde nasceu e acolheu seus pais.
Em seu show, Sami apresenta o repertório de seu CD “A Corda da Alma”, composto por peças eruditas árabes do séc.VIII ao XVIII e do XIX às canções folclóricas, além de composições próprias e improvisações inusitadas, exibindo a riqueza estética dos ornamentos da música árabe clássica e o envolvente fraseado oriental.
SAMI é acompanhado por CLAUDIO KAIROUSZ no kanun (espécie de cítara árabe) e WILLIAM BORDOKAN no derbak (instrumento de percussão árabe).O grupo já tocou em vários Sescs e teatros em vários estados do Brasil.  Um espetáculo que encanta o público com a magia da música árabe, a delicadeza e força de seus instrumentos e canto, muitas vezes tão desconhecidos da platéia.(Andrea Costa).


Sami antes de ser um dos mais talentosos músicos é meu primo primeiro, assim com seu irmão Wilian Bordokan,que toca o darbak. 
E é com orgulho que eu mostro sua arte em meu Universo particular.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Thiago Caseh X Texto assinado como Arnaldo Jabor

Mais um ignorante texto de uma pessoa que se diz de bem, mas que não passa de um preconceituoso sem amor a pátria. Dessa vez os parênteses (...)foram colocados pelo meu amigo, também estudante universitário Thiago Caseh.

Para Presidente este é o caraArnaldo Jabor 
(Comecou mal... muuito mal)
- Brasileiro é um povo solidário. Mentira. Brasileiro é babaca.
Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida;Pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza;
(Fico me perguntando o que ele falou quando o Collor sofreu impeachment... talvez algo do tipo (é isso que dá! eleger um sujeito só por que seu concorrente não tem escolaridade nem preparo)... . Eu também não acho que dar esmola vai resolver o problema da pobreza do país, mas resolve a fome da pessoa que está pedindo, memso que por um tempo. )
Aceitar que ONG's de direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade...
( Soou meio que " a criminalidade é nossa, e faremos o que quisermos com ela"... bom mesmo é o jeito como a PM trata a criminalidade?? )
Não protestar cada vez que o governo compra colchões para presidiários que queimaram os deles de propósito, não é coisa de gente solidária.
É coisa de gente otária.
(Sensacional! Como se algum presidiário chegasse na cadeia e falasse: "eai galera... já que não estamos fazendo nada mesmo, por que não queimamos alguns colchões?"; sem o menor motivo. Coisa de gente otária é aceitar o que o sistema penitenciário faz com pessoas que cometem pequenos delitos, muitas vezes por nada mais que necessidade, como algo normal.)
- Brasileiro é um povo alegre. Mentira. Brasileiro é bobalhão.
(um não exclui o outro... ehehe)(...)
- Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira.Brasileiro é vagabundo por excelência.O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo..O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe lá no fundo que se estivesse no lugar dele faria o mesmo.
(Nem todo político corrupto chegou ao cargo sendo corrupto. É claro que um novato bem intencionado no meio de centenas de bandidos de colarinho branco experientes não tem condições de fazer grandes mudanças. E é dificil imaginar que em um país onde ninguem trabalha, existam condições para se bancar os salários de tantos políticos e seus agregados... É uma grande bobagem achar que em algum lugar no mundo, uma pessoa que ganhe um salário mínimo de 400Reais, e que com isso tenha que alimentar uma família sem o menor acesso aos serviços mais básicos que um governo deveria prover, não iria sonhar em ganhar um salário de 20mil reais tendo que trabalhar 3 dias na semana. As pessoas se cansam de apanhar...)
Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo.
(alavancar a vida com 90 reais???? Daí sairia um Nobel de economia.)
- Brasileiro é um povo honesto. Mentira..Já foi; hoje é uma qualidade em baixa.
Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso..Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas.
(Aposto que ganham melhor do que um policial brasileiro. Aposto também que um policial da PF brasileira, que ganha um bom salário, não aceitaria um suborno de 50 reais. Aposto também que as condições de trabalho de um policial são muito melhores na europa.)
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça.- 90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira.á foi.Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da
Guerra do Paraguai ali se instalaram.Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa e não concordava com o crime.Hoje a realidade é diferente.Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como'aviãozinho' do tráfico para ganhar uma grana legal.Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas.Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os demontar suas bases de operação nas favelas.
(Muito pai de família sonha que o filho tenha um emprego digno. Agora... como seria essa história de expulsar os bandidos da favela? Uma reunião super secreta dos moradores honestos da favela, reunindo informações sobre o tráfico, investigando cada morador suspeito até, depois de muito trabalho, identificar os traficantes e saírem pelo morro, com rastelos, tridentes e tochas na mão, como nos filmes? Podem matar 2 ou 3, mas não milhares de pessoas? E esses dois ou três que morrerem? não existirão 100 ou 200 que sofrerão pela perda?É bom lembrar sempre que, o Crime toma conta da favela por que o governo é ausente, e não o contrário.)
- O Brasil é um pais democrático. Mentira.Num país democrático a vontade da maioria é Lei.A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente.
(O que é bandido? Quem é bandido? O cara que morre de fome, e é pego roubando um saco de arroz, ou alguem que acha que bandido bom é bandido morto, e fecha os olhos para as injustiças que são cometidas todos os dias? Afinal, omissão é crime...)
Num país onde todos têm direitos mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia.Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita.
(Arnaldo Jabor falando em minoria barulhenta...)
Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores)..Todos sustentados pelo povo que paga tributos que têm como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar.
(Só tem uma diferença... O sistema atual não se manteria sem o apoio da mídia... se o Jabor é tão contra assim, o que está fazendo na globo? )
(...)
O que me deixa mais triste e inconformado é ver todos os dias nos jornais a manchete da vitória do governo mais sujo já visto em toda a história brasileira.
(Ou o governo onde as maiores sujeiras foram à tona? não estou defendendo o governo do Lula, mas daí a achar que isso não acontecia antes de 2002 é brincadeira né... Isso pra não falar do governo militar, onde todo opositor acabava desaparecendo misteriosamente. Isso é sujo.)
Para finalizar tiro minha conclusão:O brasileiro merece! Como diz o ditado popular, é igual mulher de malandro, gosta de apanhar. Se você não é como o exemplo de brasileiro citado nesse e-mail, meus sentimentos amigo, continue fazendo sua parte, e que um dia pessoas de bem assumam o controle do país novamente. Aí sim, teremos todas as chances de ser a maior potência do planeta. Afinal aqui não tem terremoto, tsunami nem furacão. Temos petróleo, álcool, bio-diesel, e sem dúvida nenhuma o mais importante: Água doce!
(Lá vem essa história de "Pessoas de bem" denovo. o que é uma pessoa de bem? Talvez o Jabor, que abre os olhos do país com seus comentários ácidos e pertinentes... Para mudar o rumo das coisas nesse país, vamos precisar das mesmas pessoas que o autor chama de vagabundos e desonestos nesse texto, e o triste é ver que opiniões assim são compartilhadas por muitos brasileiros, que lêem, concordam, se sentam e vão ver jornal, para reclamar do governo que não resolve nada nesse país. Só o povo resolve os problemas do povo. Se fosse deixar por conta do governo, os operários ainda trabalhariam 12 horas por dia, 7 dias por semana sem direito a férias, aposentadoria, seguro saúde, etc etc etc... Textos como esse demonstram bem os motivos pelos quais o senso de patriotismo do brasileiro ainda não é grande o suficiente para gerar mudanças importantes.)
Só falta boa vontade, será que é tão difícil assim?
(simples assim! só falta boa vontade)
FAÇA A SUA PARTE (SE QUISER) REPASSE E FAÇA MUDAR ESSA REALIDADE!
(e quem não tem email?)

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

'O Mina chega de prosa, O Mano relaxa e goza!'

O fantástico cantor compositor Tom Zé explicou porque o refrão de "atoladinha" é um "metarefrão, microtonal e polisemiótico. No entanto a sociedade não entendeu esta classificação. A vergonhosa reação do publico diante dos pronunciamentos do sábio Tom Zé, nos mostra que em pleno século XXI a maioria das pessoas não sabe lidar com a sexualidade.
A principio fiquei indignada com a alienação do auditório no programa Raul Gil, que diante das falas do artista, tiveram uma reação totalmente infantil, transformando uma exposição séria de temas polêmicos em um show de comédia. Mas considerando a natureza de tal publico, composto por mulheres de pouca escolaridade e baixa instrução cultural tentei me conformar com tamanho absurdo. No entanto a falta de entendimento se repetiu no elitizado programa do Jô, cuja platéia supostamente possui maior escolaridade.

http://www.youtube.com/watch?v=hubD31XaHqU

Ao me deparar com tais comportamentos me sinto não só inconformada como também desiludida. Mas ao ver gênios como Tom Zé, fico contente em saber que existem pessoas tão esclarecidas e livres que lutam por ideais ignorados e esquecidos pela maioria, e insisto em acreditar que nem tudo está perdido.

Em seus pronunciamentos, Tom Zé abordou o tema da sexualidade feminina e da repressão social referente ao assunto. Colocou que em pesquisa de campo feita na USP, pela diretora do departamento de sexologia, foi constatado que 68% das estudantes NÃO GOZAM, quando foi perguntado o motivo, a maioria respondeu que não tinha tempo, ‘os parceiros gozavam muito antes e a relação que nunca terminava em tempo da obtenção do orgasmo feminino’. Foi perguntado também porque elas não falavam ao parceiro que não estavam saciadas, a maioria respondeu que jamais faria isso porque seriam tituladas prostitutas.
Dá pra acreditar?
Se na USP, local de maior circulação de informação do país, é esse o perfil das mulheres, imagine no resto do Brasil?

Oremos irmãos:

Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem’(Cazuza e Frejat)

E sigamos cantando como bem ensinou o Mestre Tom Zé:

"E como diz por aí,
Aquela tal Suplici,
O Mina chega de prosa,
O Mano relaxa e goza."

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Experimentar o experimental

    Experimentar o experimental,
    A fala da favela.
    O nódulo decisivo nunca deixou de ser o ânimo de plasmar uma linguagem, convite para uma viagem.
    E agora, quer dizer, o que é que eu sou?
    Meu nome é Wally Salomão, um nome árabe, Wally Dias Salomão.
    Nasci numa pequena cidade da caatinga baiana, do sertão baiano.
    Filho de pai árabe e uma sertaneja baiana…
    “A memória é uma ilha de edição… a memória é uma ilha de edição…”
    Nasci sobe um teto sossegado, meu sonho era um pequenino sonho meu.
    Na ciência dos cuidados fui treinado, agora, entre o meu ser e o ser alheio, a linha de fronteira se rompeu, a linha de fronteira de rompeu!
    Câmara de Éter.
    “Eu tenho um pé no chão, porque eu sou de virgem, mas a cabeça, eu gosto que avõe
    Incorporo a revolta, dança do intelecto e ação dionisíaca.
    Obsessiva idéia de fundar uma nova ordem frente às categorias exauridas da arte e a indignação da rebeldia ética,a quase catatonia do quase cinema e o júbilo epifânico do Édem…
    Samba, o dono do corpo.
    Expressão musical das etnias negras ou mestiças no quadro da vida urbana brasileira.
    É, vamos inventar: “era uma vez…”

Wally Dias Salomão

sábado, 24 de outubro de 2009

E Se eu dissesse que não sinto nada?

''Queria dizer que só sinto torpor. Queria dizer que sinto pouco, só um pouco de tudo, superfície apenas. Seria mais fácil.
Mas tudo é perene, cada segundo, cada instante, tudo e todos deixando sua marca e desenhando o que se modifica a cada instante e que nunca se repete, sem monocórdios.
Dos acordes, quero os mais variados, composições imprevisíveis. Das bebidas, quero todas: suor, choro, saliva e sangue.
 E se for para ter medo do impulso e para pra pensar antes de ser, prefiro vestir a máscara do monocórdio.
Se eu dissesse que não sinto nada, talvez fosse mais fácil, mas não seria eu.''
(Lara Brenner)

sábado, 17 de maio de 2008

A Lei de Murphy

Após o livro "O Segredo" virou moda achar que tudo da certo, mas não é bem assim que acontece nas leis de Murphy que sem duvida alguma são compatíveis ao nosso cotidiano!

Eis aqui algumas delas...

*Se alguma coisa pode dar errado, dará. E mais, dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível.
*Um atalho é sempre a distância mais longa entre dois pontos. 
*Tudo leva mais tempo do que todo o tempo que você tem disponível.
*Se você perceber que uma coisa pode dar errada de 4 maneiras e conseguir driblá-las, uma quinta surgirá do nada.
*Seja qual for o resultado, haverá sempre alguém para:a) interpretá-lo mal. b) falsificá-lo. c) dizer que já o tinha previsto em seu último relatório.
*Quando um trabalho é mal feito, qualquer tentativa de melhorá-lo piora.
*Acontecimentos infelizes sempre ocorrem em série
* Toda vez que se menciona alguma coisa: se é bom, acaba; se é ruim,acontece.
* Você sempre encontra aquilo que não está procurando
*Quando te ligam: a) se você tem caneta, não tem papel. b) se tem papel não tem caneta. c) se tem ambos ninguém liga.
*Entre dois acontecimentos prováveis, sempre acontece um improvável.
*Quase tudo é mais fácil de enfiar do que de tirar.
*A única falta que o juiz de futebol apita com absoluta certeza é aquela em que ele está absolutamente errado.
*Você nunca vai pegar engarrafamento ou sinal fechado se saiu cedo demais para algum lugar.
*Errar é humano. Perdoar não é a política da empresa.
*Seis fases de um projeto: Entusiasmo; Desilusão; Pânico; Busca dosculpados; Punição dos inocentes; Glória aos não participantes.
*Não se dorme até que os filhos façam cinco anos.
*Não se dorme depois que eles fazem quinze.*
*O único filho que ronca é o que quer dormir com você. 
*Nenhuma criança limpa quer colo.
*Guia prático para a ciência moderna: a) Se se mexe, pertence à biologia.b) Se fede, pertence à química. c) Se não funciona, pertence à física. d) Se ninguém entende, é matemática. e) Se não faz sentido, é psicologia.
*Seja qual for o defeito do seu computador, ele vai desaparecer na frentevde um técnico, retornando assim que ele se retirar.
*Se ela está te dando mole, é feia. Se é bonita, está acompanhada. Se está sozinha, você está acompanhado. 
*Caras legais são feios. Caras bonitos não são legais. Caras bonitos e legais são gays.
* A luz no fim do túnel, é o trem vindo na sua direção.
*Tudo é possível. Apenas não muito provável.
*Todo corpo mergulhado numa banheira faz tocar o telefone.
*A beleza está à flor da pele, mas a feiura vai até o osso!
*A probabilidade do pão cair com o lado da manteiga virado para baixo é proporcional ao valor do carpete.
*A fila do lado sempre anda mais rápido.
*Nada é tão ruim que não possa piorar.
*Se você está se sentindo bem, não se preocupe. Isso passa.
*Uma pessoa saudável é aquela que não foi suficientemente examinada.
*Na guerra, o inimigo ataca em duas ocasiões: quando ele está preparado,e quando você não está.
*Tudo que começa bem, termina mal. Tudo que começa mal, termina pior.
*Amigos vêm e se vão, inimigos se acumulam.
*Você só precisará de um documento quando, espontaneamente, ele se mover do lugar que você o deixou para o lugar onde você não irá encontrá-lo.
*Uma maneira de se parar um cavalo de corrida é apostar nele.


segunda-feira, 17 de março de 2008

Eu não gosto do Bom Gosto...

Adriana Calcanhotto - Senhas Adriana Calcanhoto

Eu não gosto de bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto
Eu aguento até rigores
Eu não tenho pena dos traídos

Eu hospedo infratores e banidos
Eu respeito conveniências
Eu não ligo pra conchavos
Eu suporto aparências
Eu não gosto de maus tratos
Mas o que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto
Eu aguento até os modernos
E seus segundos cadernos
Eu aguento até os caretas
E suas verdades perfeitas
o que eu não gosto é de bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos bons modos
Não gosto
Eu aguento até os estetas
Eu não julgo a competência
Eu não ligo para etiqueta
Eu aplaudo rebeldias
Eu respeito tiranias
E compreendo piedades
Eu não condeno mentiras
Eu não condeno vaidades
o que eu não gosto é do bom gosto
Eu não gosto de bom senso
Eu não gosto dos modos
Não gosto
Eu gosto dos que têm fome
Dos que morrem de vontade
Dos que secam de desejo
Dos que ardem...

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