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domingo, 16 de janeiro de 2011

Íris

É assustador perceber a velocidade com que o mundo exterior se transforma com uma simples mudança no mundo interior.
O brilho do sol ou o azul do mar não ficam tão cativantes quando dentro de seu crânio latejam dores.
A pele bronzeada e o corpo definido de um homem bonito perdem a graça quando o seu útero contrai e o sangue escorre entre suas pernas.


Quem usa óculos escuros pouco vê,
precisa diminuir a luz natural para conseguir enxergar.
Mas o mundo não é o mesmo por traz dessas lentes,
nem mesmo a frente de nossos olhos que por meio
da reflexão luminosa reproduz a imagem do que tecnicamente
se encontra diante de nós.

O que nossa visão nos permite enxergar não é de fato o que está ao nosso redor,
é preciso mais que isso para ler o mundo.  

(Natália Bayeh)

quinta-feira, 4 de março de 2010

O Ciclo de Escorpio

Estranhos somos um ao outro
eu de sol você de lua,
eu de fogo você de gelo,
eu do futuro você do presente,
presente que pra o futuro já é passado.
Sua alma é grega,
a minha é de Roma,
Eu sou filha de Zeus,
você é sobrinho de Athenas.
Mas durante alguns segundos,minutos ou
horas quando temos sorte,
passamos de estranhos para conhecidos.
Somos unidos pela compatibilidade de nossos corpos,
pela telepatia de nossas mentes escorpianas
e pela sicronia de nossos desejos.

Não dura muito, e quando muda o dia
o tempo volta de mãos dadas com a sua sanidade
que insiste em nos separar, te transformando
em uma doída lembrança que aperta e arde
todas as vezes que o destino me aproxima do seu veneno.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

o Caso dos Denunciantes Invejosos

       Uma brilhante obra jurídica de Dimitri Dimoulis retrata parte do texto de Lon L. Fuller se referindo a um fictício caso, o Caso dos Denunciantes Invejosos. No Caso dos Denunciantes Invejosos o leitor fica diante de um conflito decorrente de uma transição jurídica entre o antigo regime ditatorial e o novo de caráter mais democrático.
      O principal questionamento da obra está em qual seria um posicionamento mais justo em relação aos denunciantes invejosos, que no regime anterior denunciaram seus inimigos pessoais por crimes nitidamente irrelevantes, mesmo sabendo que esses seriam submetidos a penas severas até mesmo de execução. Essas pessoas de conduta nada nobre deveriam sofrer penalidades no atual ordenamento jurídico por suas condutas nada éticas, ou deveriam ser absolvidas uma vez que as mesmas não eram ilegais no regime anterior?
       O grande efeito da reflexão trazida pela obra está na atualidade do problema, em que o caráter humano deve ser regulado pelo Direito, que entra onde falha a moral.O direito jamais pode ser usado como pretexto para obtenção de interesses pessoais, ele deve andar sempre ao lado do que é justo, ou seja, o coletivo deve ser colocado à frente do individual.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Pena de Morte

Tem sido bastante discutido no Brasil a realização de um plebiscito para se decidir sobre a implantação da pena de morte no país. Se isso ocorresse atualmente não tenho dúvida de que o sim ganharia massivamente. O senso comum, o povo, e mesmo os que se dizem estudados da classe média são totalmente a favor desse tipo de punição. Mas seria isso correto?
Alguns dos defensores da Pena de Morte argumentam que ela é a única pena adequada aos criminosos de conduta bruta que só vem sensibilizar-se sob o temor da execução, e se sentem intimidados apenas quando o seu bem mais valioso, a vida, corre risco. 
Os simpatizantes da implantação da pena de morte alegam ser ela uma pena prática e econômica, poupando o Estado de gastos maiores com a manutenção de um criminoso em penitenciárias de segurança máxima durante toda a sua vida. Acreditam ser ela uma pena eficaz, uma vez que livra de forma definitiva a sociedade dos criminosos da pior espécie.
Em contrapartida, os opositores desse tipo de pena de execução afirmam ser a pena de morte de extrema ineficiência, inconveniência e ilegitimidade, comprometendo a integridade do seu executor que se torna de uma forma ou de outra semelhante ao executado uma vez que compromete um bem tutelado pelo Estado, a vida. Outro fator que impede a eficácia dessa pena são as chocantes desigualdades na aplicação da mesma, seja pelos diferentes graus de severidade ou por motivos de ordem econômico-social havendo o risco de injustiça para com os menos favorecidos financeiramente, devido as suas condições de se defenderem serem menores.
Mas é inegável a existência de criminosos incorrigíveis, aqueles cuja capacidade intelectual é ilimitada, praticantes de crimes bárbaros sem demonstrar o menor arrependimento ao relatar seus feitios, descrevem um estupro seguido de homicídio e mutilação com a mesma naturalidade que uma pessoa normal descreveria suas férias. 
O que fazer com esses criminosos? Deixá-los pelo resto de suas vidas em prisões de segurança máxima, expondo a sociedade ao risco de uma possível fuga, ou os funcionários das prisões à um ataque inesperado? Continuar realizando gastos com a manutenção e infra-estrutura na segurança dessas penitenciárias? Sem dúvida alguma a eliminação desse tipo de delinqüente seria a forma mais econômica e prática para o exercício da punição dessas pessoas, mas jamais seria a forma mais legítima ou humana de se corrigir uma sociedade.
De acordo com Frederic Mercuri a pena de violência, nesse contexto a pena de morte é moralmente errada, pois desumaniza o mundo. Apesar de dados científicos comprovarem que a pena de morte não diminui a criminalidade, 76 países ainda a adotam como forma de punição de crimes julgados graves e imperdoáveis. Países como os Estados Unidos, China, Afeganistão, Antígua e Barbuda, Palestiniana, Bahamas, Bahrain, Bangladesh, Barbados, Bielorússia, Belize, Botswana, Burundi, Camarões, Cazaquistão, Comoros, R.D. Congo, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Cuba, Dominica, Egipto, Emirados Árabes Unidos, Eritreia, Etiópia, Filipinas, Gabão, Gana, Guatemala, Guiné, Guinié Equatorial, Guiana Francesa, Iemén, Índia, Indonésia, Irão, Iraque, Jamaica, Japão, Jordânia, Koweit, Laos, Líbano, Lesoto, Libéria, Líbia, Malawi, Malásia, Mongólia, Nigéria, Oman, Paquistão, Qatar, Quirguizstão, Ruanda, ST Chrístopher, Saint Lucia, Saint Vincent E Grenadines, Arábia Saudita, Serra Leoa, Singapura, Somália, Sudão, Suazilândia, Síria , TaiwanA, Tajiquistão, Tanzânia, Tailândia, Trindad e Tobago, Uganda, Uzbequistão, Vietname, Zâmbia, Zimbabwé.
Ao contrário do que muitos acreditam no Brasil existe um dispositivo prevê a aplicação pena de morte. De acordo com a redação da Constituição Federal de 1988 em seu artigo 5º inciso XLVII “não haverá penas: a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX”. Esse tipo de pena é prevista também pelo Código Penal Militar, nos crimes de traição (art. 355), de favorecer o inimigo (art. 356), de tentativa contra a soberania do Brasil (ART. 357) etc.

Natália Bayeh

Lógica do assunto por Nelci Silvério:

*Pena de morte estabelecida para assassinos, logo; o legista, o juiz e o carrasco também se tornam assassinos aptos a sofrer a mesma pena. Se assim seguirmos não sobrará um habitante na Terra.

*Seria possível haver algum BOM matador?

‘É preferível inocentar 100 vezes um culpado a condenar 1 vez um inocente!’

Deve-se tomar cuidado, para não ser condenado pela própria sentença.

*"Não existem penas eternas para culpas temporárias"

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Fotografia


''Por definição, fotografia é, essencialmente, a técnica de criação de imagens por meio de exposição luminosa, fixando esta em uma superfície sensível. A primeira fotografia reconhecida remonta ao ano de 1826 e é atribuída ao francês Joseph Nicéphore Niépce. Contudo, a invenção da fotografia não é obra de um só autor, mas um processo de acúmulo de avanços por parte de muitas pessoas, trabalhando juntas ou em paralelo ao longo de muitos anos. Se por um lado os princípios fundamentais da fotografia se estabeleceram há décadas e, desde a introdução do filme fotográfico colorido, quase não sofreram mudanças, por outro, os avanços tecnológicos têm sistematicamente possibilitado melhorias na qualidade das imagens produzidas, agilização das etapas do processo de produção e a redução de custos, popularizando o uso da fotografia.
Atualmente, a introdução da tecnologia digital tem modificado drasticamente os paradigmas que norteiam o mundo da fotografia. Os equipamentos, ao mesmo tempo em que são oferecidos a preços cada vez menores, disponibilizam ao usuário médio recursos cada vez mais sofisticados, assim como maior qualidade de imagem e facilidade de uso. A simplificação dos processos de captação, armazenagem, impressão e reprodução de imagens proporcionadas intrinsecamente pelo ambiente digital, aliada à facilidade de integração com os recursos da informática, como organização em álbuns, incorporação de imagens em documentos e distribuição via Internet, têm ampliado e democratizado o uso da imagem fotográfica nas mais diversas aplicações. A incorporação da câmera fotográfica aos aparelhos de telefonia móvel têm definitivamente levado a fotografia ao cotidiano particular do indivíduo..
Dessa forma, a fotografia, à medida que se torna uma experiência cada vez mais pessoal, deverá ampliar, através dos diversos perfis de fotógrafos amadores ou profissionais, o já amplo espectro de significado da experiência de se conservar um momento em uma imagem.’’(Wikipédia)

"A fotografia, antes de tudo é um testemunho. Quando se aponta a câmara para algum objeto ou sujeito, constrói-se um significado, faz-se uma escolha, seleciona-se um tema e conta-se uma história, cabe a nós, espectadores, o imenso desafio de lê-las." 

"Quantas pessoas que se quiseram suicidar se contentaram em rasgar a própria fotografia!"

"A Fotografia eterniza momentos
A Poesia eterniza sentimentos
A Fotografia é a Poesia da imagem
A Poesia é a fotografia das sensações."

"A fotografia é a poesia da imobilidade: é através da fotografia que os instantes deixam-se ver tal como são."

"Fotografia é o retrato de um côncavo, de uma falta,de uma ausência."

"Para todos aqueles realmente capazes de ver, a fotografia tirada por você, representa o testemunho da sua existência."

"Não basta ter bons olhos,
é preciso saber para onde olhar.
Nem tão pouco ser alfabetizado,
é necessário ser um bom leitor.
É quase uma alquimia,
transformar uma simples fotografia em uma
verdadeira obra de arte."
(Natália Bayeh)
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