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terça-feira, 4 de setembro de 2012
Politeia
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Nem ameaças externas nem forças ocultas...
Acabou-se o tempo do
Estado mínimo, o neoliberalismo está morto, os continentes estão se unindo, a
sociedade reestrutura-se com base em noções de sustentabilidade, as mulheres
estão na presidência, os homossexuais estão se casando, os terroristas foram Caçados,
os ditadores assassinados, os inimigos não estão mais no poder, não há ameaças
externas nem forças ocultas, não há contra o que se lutar nem o que combater.
Os medos mudaram, os objetivos reobjetivaram-se. Mas nunca se pode parar de
lutar, os que mandam precisam dar ordens. Salvar o mundo ainda é preciso,
apenas não com tanta precisão. Os direitos consolidaram-se, até mesmo o direito
de suprir o direito do outro. Os fins agora são os meios para os antigos fins e
o imperialismo busca seguidores para seus propósitos. (trecho do TCC: Direitos Humanos, a Veste do Lobo Imperialista no Rebanho da Nação Soberana.. Natália Bayeh)
domingo, 13 de março de 2011
As Duas Faces de um Crime (PRIMAL FEAR)
Ambicioso, liso de alto nível de defesa advogado Martin Vail (Richard Gere) defendeu a gagueira altar Kentucky garoto Aaron Stampler (Edward Norton), que foi acusado de um assassinato cruel de um arco-bispo católico nomeado Rushman. Durante o interrogatório, Stampler revelaram que ele sofria de desordem de personalidade múltipla - e seu psicótico, sociopata alter-ego (chamado Roy) tinha tomado conta, entrou em erupção e atacaram o distrito assistente procurador procurador Janet Venable (Laura Linney), a ex-namorada Vail , durante o julgamento.
Stampler foi absolvido no julgamento por razões de insanidade, e depois a reviravolta chocante do filme foi revelado - como Aaron felicitou o seu advogado em sua cela, ele inadvertidamente disse-lhe que ele estava apenas fingindo ser louco e tinha realmente assassinado premeditadamente o sacerdote ("... cuttin 'aquele filho da puta? Rushman up que era apenas uma f - parentes "obra de arte)!") e sua namorada Linda .Além disso, ele admitiu que Roy era sua verdadeira personalidade (e responsáveis) e que "nunca houve um, conselheiro Aaron"(Filmsite- Melhores Diálogos do Cinema)
Martin Vail- Por que jogar com o dinheiro quando você pode jogar com a vida das pessoas? Isso foi uma piada. /Tudo bem, eu vou te dizer. Eu acredito na noção de que as pessoas são inocentes até que se prove a culpa./ Eu acredito em que a noção, porque eu escolho acreditar na bondade básica das pessoas. / Eu escolho acreditar que nem todos os crimes são cometidos por pessoas com más intenções./ E eu tento entender que algumas pessoas muito, muito boas, acabam fazendo algumas coisas muito ruins.
...
Martin Vail- Não! Nem nosso sistema de justiça nem eu ligamos para isso! Todo réu a despeito do que tenha feito, tem direito a melhor defesa que seu advogado possa oferecer.
...
Outro- E o que acha da verdade?
Martin Vail- Só há uma que interessa. Minha versão . A que elaboro na mente dos doze jurados. Se quiser pode dar outro nome: a ilusão da verdade."
Sem dúvida alguma, uma das melhores tramas jurídicas da história do cinema,o filme estrelado por Richarde Gree mostra a Outra Face de um Advogado. Que diferente do que muitos pensam não é aquele ser frio, mal caráter e salvador dos "inimigos", e sim um profissional, muitas vezes, muito mais sensível e justo do que qualquer médico. É muito simples limitar-se a inocentar os justos, honestos e "de bem", difícil é ser capaz de revelar o lado inocente dos "culpados".
sábado, 27 de novembro de 2010
Capitu é Inocente!
"Ocorreu nesse dia 23 de novembro, "no 2° Tribunal do Júri de Goiânia, o julgamento da personagem Capitu, da obra Dom Casmurro, de Machado de Assis, acusada por seu marido Bentinho, de adultério com seu melhor amigo, Escobar. O evento é uma iniciativa da Academia Goiana de Lestras (AGL), em parceria com o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO). A sessão conta com um advogado de defesa, função designada ao escritor e atual presidente da AGL, Hélio Moreira. Já a acusação é feita pelo imortal da mesma academia, Eurico Barbosa.O presidente Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) , desembargador Paulo Teles, que atua na função de juiz."
O evento foi uma iniciativa da Academia Goiana de Lestras (AGL), em parceria com o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) e teve como objetivo proporcionar o debate cultural acerca da famosa obra de Machado de Assis aproximando, mais uma vez, o Judiciário da sociedade. Assim como um júri real comum, o de Capitu contou com juiz, réu, promotor, defesa e dos jurados. Por essa razão, a convite da AGL, fizeram parte do Conselho de Sentença os acadêmicos Geraldo Coelho Vaz, Maria Augusta de Sant’ Anna Moraes, César Baioch e o homenageado, Gabriel Nascente, assessor cultural do TJGO.
O CASO
Dom Casmurro, uma das obras mais famosas de Machado de Assis foi publicada em 1900 e tem como narrador Bento Santiago, o Bentinho. Órfão de pai, cresceu sob os cuidados de sua mãe, Dona Glória, que desde seu nascimento o prometera à vida sacerdotal em cumprimento de uma promessa, onde ela jurara a Deus que se concebesse um novo herdeiro, após o primeiro filho morrer no parto, o entregaria ao seminário, fato que anos mais tarde ocorrera. Porém, o sacerdócio não atraia o jovem Bentinho, já que seu desejo era se casar com sua vizinha Capitolina, a Capitu. No seminário, Bentinho conhece aquele que se tornou seu melhor amigo, Escobar, e, após algum tempo, ambos abandonam os estudos clericais. Bento estuda direito em São Paulo e se casa em 1825 com o amor de infância, e seu companheiro, com a amiga de Capitu, Sancha.
Do matrimônio de Bentinho e Capitu nasce Ezequiel e do casamento de Sancha e Escobar, nasce uma menina chamada Capitolina, em homenagem a Capitu. Pouco tempo depois, Escobar morre afogado, e durante seu enterro, Bentinho julga estranha a forma como a esposa contempla o cadáver. A partir deste episódio, os ciúmes do narrador cresce e ele passa a perceber cada vez mais características do filho semelhantes às do amigo falecido, levando-o a ter certeza que sua mulher o traíra e que Ezequiel, na verdade, era fruto de uma aventura de Capitu com Escobar. Bentinho chega a planejar o assassinato da esposa e da criança, seguido pelo seu suicídio, mas não tem coragem.
O ciúme do narrador era tão intenso, que cumulou na separação do casal. Capitu e Ezequiel viajam para a Europa, lugar onde anos depois ela falece. Ezequiel, já moço, volta ao Brasil para visitar o pai, que constata a veemente semelhança com seu antigo companheiro de seminário. O rapaz volta para a Europa, onde logo falece e Bentinho, conhecido por Casmurro pelos vizinhos, por consequência de seu fechamento, afoga-se cada vez mais em dúvidas e amarguras, motivo que o levou a escrever sua biografia.
Texto: Myrelle Motta e Maria Amélia Saad




A ACUSAÇÃO
Já a acusação, feita pelo imortal da mesma academia, Eurico Barbosa, é de que a culpa de Capitu seria evidente. A tese principal da promotoria foi sustentada em diversos clássicos literários mundialmente famosos, como Madame Bovary de Gustave Flaubert e principalmente nas obras machadianas que constantemente abordam o tema adultério. Uma delas é conto “Missa do Galo”, onde Conceição, uma mulher casada, seduz Nogueira, de apenas 17 anos.
O promotor asseverou ainda que Machado de Assis jamais revelou a “sentença” de Capitu, pois, caso contrário, Dom Casmurro perderia seu sentido e não haveria discussão dessa obra. Porém, ele enfatizou ser “escravo das evidências” e acredita que essas são maiores que as ambiguidades contidas no livro. Por essa razão, segundo ele, é impossível acreditar na inocência da personagem.
A DEFESA
Durante o debate, a defesa, representada pelo escritor e atual presidente da Academia Goiana de Letras (AGL), Hélio Moreira, argumentou que o narrador da história era ao mesmo tempo personagem da obra e advogado e que, por esse motivo, conduziu a história à sua maneira, por meio da sua versão. Na história, Capitu é acusada por Bentinho de traí-lo com seu melhor amigo, Escobar.
A SENTENÇA
A ansiosa resposta para a pergunta “Capitu traiu ou não Bentinho?” foi dada, depois de quase 4 horas de discussão histórica, pelos sete jurados que fizeram parte do julgamento fictício de Capitu, personagem da obra principal de Machado de Assis, realizado nesta terça-feira (23), no 2º Tribunal do Júri de Goiânia. Por entender que não existia provas ou fatos reais que comprovassem a traição, o júri, que terminou por volta das 19h30, absolveu Capitu pelo crime de adultério, previsto na época do fato e anteriormente no Código Penal de 1940 (artigo 240), com pena de 15 dias a 6 meses de prisão, mas revogado pela Lei 11.106, de 2005."
Texto: Myrelle Motta e Maria Amélia Saad



segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Desinformação e Ilações Levianas
– Marilena Chauí, professora de filosofia da USP
"A classe média urbana, que está apavorada com a diminuição da desigualdade social e que apostou todas suas fichas na ideia de ascensão social e de recusa de qualquer possibilidade de cair na classe trabalhadora. Ao ver o contrário, que a classe trabalhadora ascende socialmente e que há uma distribuição efetiva de renda, se apavorou porque perdeu seu próprio diferencial. E seu medo, que era de cair na classe trabalhadora, mudou. Foram invadidos pela classe trabalhadora."
"Desapareceu o compromisso mínimo com a verdade, o compromisso mínimo com a informação. É uma coisa de partido, puramente ideológica, perversa, de produção da mentira. (...) A desinformação. Isso não serve para a democracia."
"Alguém tinha de vir das classes trabalhadoras para dizer o que precisa fazer no Brasil. Os governos anteriores sequer levavam em conta que isso (desigualdade social) existia."
_Dr. Pedro Serrano, professor da PUC-SP
"Houve irregularidade, sim. Agora, transportá-la para o âmbito eleitoral para acusar Dilma é uma leviandade, e isso quem diz é o TSE."
"O problema é ficar um clima midiático como se tivesse presumindo como se a Dilma fosse culpada por tudo o que ocorre na máquina federal"
"O problema é ficar um clima midiático como se tivesse presumindo como se a Dilma fosse culpada por tudo o que ocorre na máquina federal"
"É preciso tomar cuidado com certas ilações levianas que podem prejudicar o juízo da população nas eleições"
"É ilegítimo o discurso acusatório que procura mudar o resultado da urna"
"A ideia de você investigar é você proceder com racionalidade a apuração de algo que aconteceu no passado. Tem que ter uma certa racionalidade, ponderação. Não dá pra ir no ritmo da ansiedade eleitoral"
"Não houve aparelhamento maior do Estado Brasileiro do que no regime militar"
"É ilegítimo o discurso acusatório que procura mudar o resultado da urna"
"A ideia de você investigar é você proceder com racionalidade a apuração de algo que aconteceu no passado. Tem que ter uma certa racionalidade, ponderação. Não dá pra ir no ritmo da ansiedade eleitoral"
"Não houve aparelhamento maior do Estado Brasileiro do que no regime militar"
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Damages - Spolier
Damages, uma das séries mais elogiadas pela crítica é também a minha trama jurídica favorita. Diferente dos tão fantasiados ‘Law and Order’ ‘CSI’, Damages reproduz fielmente o direito. O bruto roteiro e o fantástico foco cinematográfico deixam os fãs ainda mais impressionados. As duas protagonistas se destacam pela forma com trocam de “lugar” mocinha e vilã no decorrer da trama.
A inocente Ellem Parsons, que no inicio da serie é uma recém formada advogada com senso de justiça muito forte é vítima da cruel e impiedosa Patty Hewes que é capaz de contornar qualquer obstáculo para obter o que deseja.
Tudo parece lindo, enquanto Ellem é a protegida de Patty,a filha que ela nunca teve,o braço direito. Mas um único acontecimento muda todo cenário da trama.
Por algum motivo Patty tenta matar Ellem, que apesar de inocente é bastante esperta para relacionar a mentora Hewes com o crime. Os seguintes acontecimentos, sua prisão por assassinar em legítima defesa o homem que tentou matá-la e o cruel assassinato do marido intensificam o seu ódio, e a jovem advogada que não queria nada mais do que sucesso profissional agora anseia por vingança.
Na segunda temporada, Ellem trabalha meticulosamente para destruir Patty aderindo até mesmo a recursos ilegais para fazê-lo. Chega a trabalhar para o FBI, investigando Patty, que agora se encontra abalada por uma serie de problemas pessoais, como o caso do antigo amigo Daniel Purcel, pai de seu único filho, a traição do marido, parece transformar em vítima.
Confiança e traição se transformam no tema central da temporada que retrata nitidamente as relações cercadas de infidelidades e segundas intenções. Mas o mais chocante em toda a trama é a velocidade com que o agredido se transforma em agressor, fato que pra muitos legitima tal comportamento. Ellem se torna vingativa a tal ponto de atirar friamenteem Patty Hewes que nem mesmo chegou a tentar matar alguém ‘com as próprias mãos’.
A inocente Ellem Parsons, que no inicio da serie é uma recém formada advogada com senso de justiça muito forte é vítima da cruel e impiedosa Patty Hewes que é capaz de contornar qualquer obstáculo para obter o que deseja.
Tudo parece lindo, enquanto Ellem é a protegida de Patty,a filha que ela nunca teve,o braço direito. Mas um único acontecimento muda todo cenário da trama.
Por algum motivo Patty tenta matar Ellem, que apesar de inocente é bastante esperta para relacionar a mentora Hewes com o crime. Os seguintes acontecimentos, sua prisão por assassinar em legítima defesa o homem que tentou matá-la e o cruel assassinato do marido intensificam o seu ódio, e a jovem advogada que não queria nada mais do que sucesso profissional agora anseia por vingança.
Na segunda temporada, Ellem trabalha meticulosamente para destruir Patty aderindo até mesmo a recursos ilegais para fazê-lo. Chega a trabalhar para o FBI, investigando Patty, que agora se encontra abalada por uma serie de problemas pessoais, como o caso do antigo amigo Daniel Purcel, pai de seu único filho, a traição do marido, parece transformar em vítima.
Confiança e traição se transformam no tema central da temporada que retrata nitidamente as relações cercadas de infidelidades e segundas intenções. Mas o mais chocante em toda a trama é a velocidade com que o agredido se transforma em agressor, fato que pra muitos legitima tal comportamento. Ellem se torna vingativa a tal ponto de atirar friamente
A questão é; quando o agredido se transforma em agressor, a vítima em réu, o inocente em culpado caberá a qual deles imputar maior grau de responsabilidade? O primeiro agredido, que sofreu e para manter a razão deveria se portar de forma diferente do agressor? Ou o primeiro agressor, que iniciou o conflito e deve sofrer todas as conseqüências, mesmo que essas sejam de grau superior a sua ação? Eis uma complicada questão que eu não me arrisco a responder. Penso que devemos tomar cuidado para não nos tornar semelhantes com aquiles que mais desprezamos.Caso isso venha ocorrer, seremos uma cópia fiel dos nossos inimigos, e se somos iguais aqueles que odiamos, estamos sujeitos a nos odiar da mesma forma. E alguém que perde o amor próprio, não tem mais o que perder. Se você não se ama e se respeita, jamais será capaz de amar ou respeitar alguém e nunca será amado e respeitado. Devemos tomar muito cuidado para não sermos condenados pela própria sentença.
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